Porquê este livro?
Porque é um desafio…
Porque é uma viagem…
Porque é um sonho…
Por… ser uma promessa cumprida!
Beatriz David Sara Fábio Rafaela
A equipa do bestcura quer agradecer a todas as pessoas que estiveram envolvidas neste projecto, com um especial agradecimento para a professora Eliana.
Apresentadora (A) - Boa tarde!
Estamos aqui para mais um “Por entre os livros”. Hoje vamos falar d’”O cavaleiro da Dinamarca”, de Sophia de Mello Breyner Andresen.
Comecemos, portanto, com uma notícia sobre Vanina, Guidobaldo e Orso. Vanina e Guidobaldo foram encontrados por Orso. Mas vejamos como correu esta conversa.
Vanina (V)- Guidobaldo?
Guidobaldo (Gu)- Hâ?
V- ó Guidobaldo?
Gu- O que é que foi?
V- Aquele não é?
Gu- Meu Deus! É Orso!
V- E agora, o que é que fazemos?
Gu- Disfarça…
Orso (O)- Olá! À tanto tempo que já não vos via!
V- Orso… você… está muito contente…
O- claro, à tanto tempo que já não vos via! Sabes, Vanina, depois de teres fugido, eu percebi o que o vosso amor era demasiado forte para ser destruído, e é por isso que vos quero pedir desculpa.
V- A sério? Então, sendo assim eu perdo-o!
O- Obrigado Vanina. E tu Guidobaldo?
Gu- Eu também. Já tem uma neta.
A - Após esta notícia, quem quiser comentar pode ligar para o 644 402 464. Aguardamos o seu telefonema! E… está a tocar!
Boa tarde, está a falar em directo para o programa “Por entre os livros”. Com quem estou a falar?
Cimbabué(C) - Boa tarde daqui fala Cimbabué e Giotto. Nós vimos a vossa reportagem e gostaríamos de fazer uma exposição sobre o amor proibido de Vanina e Guidobaldo.
A - Vocês também participam no livro não é?
Giotto(Gi) - Sim. Lá conta como Cimbabué me descobriu.
A - Muito bem. Como participam no livro, não querem passar por cá?
C - Por mim tudo bem. Não sei se Giotto tem alguma coisa para fazer…
Gi - Não, por mim tudo bem!
A - Então até já!
Agora temos aqui uns convidados muito especiais. Que entre Vanina, Guidobaldo e Orso.
V - Boa tarde! Obrigado pelo convite.
A - Está tudo bem, agora que Orso finalmente aceitou a vossa relação?
Gu - Sim. Agora está tudo muito melhor.
O - Adoro crianças, e logo que via a bebé, fiquei encantado.
A - Mas, como conseguiram fugir?
V – primeiro foi precisa muita coragem para enfrentar o meu tutor.
Gu – E depois o amor falou por si.
A – Acabei de receber a informação de que está aqui uma pessoa que quer mostrar a sua indignação. Que entre Pêro Dias!
Pêro Dias (PD) – Boa tarde! Gostava de saber porque é que Vanina e Guidobaldo não me agradeceram a mim, depois de toda a ajuda que lhes dei.
A – Mas, em que é que você os ajudou?
PD – Mas você não se lembra? Fui que vos transportei no meu barco.
V – Ah! Já me lembro! Até nos aconselhou um sítio onde ficarmos
A – E chegaram os outros convidados! Que entre Cimbabué e Giotto!
Gu – São vocês que querem fazer uma exposição sobre mim e a minha mulher?
C+Gi – Sim.
C – A menina é mais bonita ao vivo do que na TV.
V – A beleza da minha filha é infinita!
O – Então, mas com isto tudo, ainda ñao sabemos o name da bebé!
V+Gu - É Sophia!
A nossa reportagem vai ser um roteiro cultural pelos diversos países que o Cavaleiro visitou.
Para que todos conheçamos melhor Sophia de Mello Breyner , decidimos recolher pessoalmente alguns dados.
Bestcura (BC) -Bom dia. Gostaríamos que nos falasse um pouco da sua obra que nos deslumbra a todos.
Sophia (S) - Antes de mais bom dia. Terei todo o gosto em responder às vossas perguntas.
BC - Notámos que a cidade, as diferentes cidades, estão presentes na sua obra lírica e narrativa. O que é para si a cidade?
S - A cidade, para mim, é um espaço de nitidez, reencontro, projecto e fascínio.
BC - Nas suas obras também faz referência à Grécia. Porquê este país?
S - Porque eu acredito profundamente na união entre os deuses e a natureza, tal como noutra dimensão da religiosidade, provinda da tradição bíblica e cristã.
BC - A natureza é uma constante na sua obra. O que sente quando impedida de comunicar com esta?
S - Essa é difícil... Parece que a minha vida é sugada e a minha alma aprisionada num espaço de sombra. Realmente, eu adoro estar em contacto com a natureza!
BC - Acha que cada um de nós deve ser um "Cavaleiro da Dinamarca"?
S - Sim, no sentido em que todos nós devemos partir à aventura, ter muita coragem e, mesmo nos momentos mais difíceis, nunca perder a esperança. Aliás, não há um ditado que diz que a esperança é a última a morrer?
BC - Estamos fascínados com a sua obra e com a sua carreira, principalmente de poetisa. O que pensa sobre os poetas?
S - Os poetas são todos uns personagens extraordinários, que aparecem a horas imprevistas e dizem coisas surpreendentes.
BC - E sobre a poesia?
S - A poesia é uma coisa linda que deve ser dita e escutada, quero eu dizer, que é oral: não cabe nos livros.
BC - Obrigado pela sua colaboração. Resto de um bom dia
S - Obrigado. Tive muito gosto em responder às vossas perguntas.
http://www.astormentas.com/din/biografia.a
Em O cavaleiro da Dinamarca, na noite de Natal os anjos enfeitam, com dezenas de pequeninas estrelas, a maior árvore da floresta, um abeto. Esta árvore cheia de estrelas transformam a noite em dia e guiam o Cavaleiro. Esta história, levada de boca em boca, correu os países do Norte. E é por isso que na noite de Natal se iluminam os pinheiros. É assim o desfecho deste lindo conto que Sophia de Mello Breyner conta como uma lenda.

Sophia de Mello Breyner Andresen frequentou o Colégio de Nossa Senhora do Rosário no Porto, pertencente ao Instituto das Religiosas do Sagrado Coração de Maria.
Sophia de Mello Breyner Andresen ( Porto, 6 de Novembro de 1919 — Lisboa, 2 de Julho de 2004) foi uma das mais importantes poetisas portuguesas do século XX. Distinguida com o Prémio Camões em 1999, tornou-se a primeira mulher portuguesa a receber o mais importante galardão literário da língua portuguesa. Frequentou Filologia Clássica na Universidade de Lisboa, mas não chegou a terminar o curso. Casou-se, em 1946, com o jornalista, politico e advogado Francisco Sousa Tavares e mãe de cinco filhos: uma missionária laica, uma professora universitária de Letras, um advogado e jornalista de renome (Miguel Sousa Tavares), um pintor e ceramista e mais uma filha que herdou o nome da mãe. Os filhos motivaram-na a escrever contos infantis. Tem origem dinamarquesa pelo lado paterno: o seu avô Jan Henrik Andresen desembarcou um dia no Porto e nunca mais abandonou esta região. Criada na velha aristocracia portuguesa, educada nos valores tradicionais da moral cristã, dirigente de movimentos universitários católicos, veio a tornar-se uma das figuras mais representativas de uma atitude política liberal, denunciando os falsos critérios do regime salazarista e os seus seguidores mais radicais. Em 1975, foi eleita para a Assembleia Constituinte pelo círculo do Porto numa lista do Partido Socialista. Distinguiu-se também como contista (Contos Exemplares) e autora de livros infantis (A Menina do Mar, O Cavaleiro da Dinamarca, A Floresta, O Rapaz de Bronze, A Fada Oriana, etc.). Foi também tradutora de Dante Alighieri e de Shakespeare. Em 1964 recebeu o Grande Prémio de Poesia pela Sociedade Portuguesa de Escritores pelo seu livro Livro sexto. Foi distinguida com o Prémio Camões em 1999 e com o Prémio Rainha Sofia em 2003.